| Alfredo da Silva |
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Será já na gestão dos interesses accionistas herdados de seu pai, que Alfredo da Silva terminará o seu curso no Instituto Industrial e Comercial de Lisboa com brilhantismo. Ter sorte dá muito trabalho e é assim que, no ano de conclusão do seu curso, Alfredo da Silva entra para a Comissão Liquidatária do Banco Lusitano. Alfredo da Silva foi alvo de três atentados, um deles na mesma noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921, em que são assassinados o chefe do Governo, António Granjo, Machado de Castro e Carlos da Maia. A sua inteligente e enérgica acção faz-se sentir de forma decisiva na gestão de novas sociedades, como a Companhia Carris, enquanto director, e na administração da Companhia Aliança Fabril. Esta está quase moribunda, mas é recuperada e depois fundida com a Companhia União Fabril, uma empresa nascida em 1865 e que passa também por dificuldades. Surge assim a CUF, que inicialmente fabrica sabões, velas de iluminação e óleos vegetais. Mas, meio século depois, será já o maior grupo industrial português e alargará as suas actividades à construção naval, aos adubos, aos têxteis, aos ácidos e aos óleos alimentares. Mas o sonho de Alfredo da Silva – de produzir em Portugal o que Portugal por necessidade importa – não vacila nestes tempos difíceis e vai sendo colocado em prática. O lema era “O que o país não tem, a CUF cria”. Na década de trinta, a CUF tem fábricas em Lisboa, Barreiro, Alferrarede, Soure, Canas de Senhorim e Mirandela. Emprega, então, 16 mil pessoas. Alfredo da Silva adoece e morre a 22 de Agosto de 1942, em Sintra. A CUF fica e continua nas mãos dos herdeiros. Primeiro, nas de D. Manuel de Mello. E, mais tarde, nas dos netos Maria Cristina, Maria Amélia, Jorge e José Manuel de Mello. Actualmente a CUF é uma holding pertencente ao Grupo José de Mello e detém participações em várias empresas do sector químico. |




o fundador de uma das maiores empresas de Portugal, a Companhia União Fabril (CUF).